Exposição do artista Gustavo Rosa

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A Blombô e o Instituto Gustavo Rosa dão início à exposição online do artista no site da galeria. O acervo reúne peças das séries “Banhistas”, “Naturezas Mortas”, “Elas” e muito mais.

Quadro da série Cavalos. Disponível na exposição online.

Gustavo Rosa foi um artista autodidata que, como declarou anos depois, já nasceu desenhando. Suas páginas foram, desde sempre, repletas de figuras à sua volta que  tornavam-se personagens sob sua ótica.  

Dono de um estilo único e original, é possível bater um olho em um quadro e imediatamente identificá-lo como Gustavo Rosa. Suas obras são repletas de alegria, humor e leveza.

“Não está em mim fazer uma pintura escura. Eu preciso de luz. Sou um pintor diurno: não sei fazer tragédia”

Gustavo rosa

Em uma entrevista, afirma que, feito magia, gosta que as coisas aconteçam com naturalidade.

“Quando me perguntam ‘qual é o próximo passo?’ eu respondo ‘eu não sei, é a minha pintura que vai responder’. 

João Spinelli, historiador e crítico de arte, se refere a Gustavo como um artista eminentemente intuitivo. Através de sua intuição, foi capaz de criar uma marca e estilo próprios dentro da arte brasileira e, apesar de aparentemente simples, seus quadros são repletos de ironia, afeto e crítica.

Sem título, da série Caras. Disponível na exposição online.

Na época de sua série “Crianças”, Gustavo, com a geometrização, chegou a flertar com o concretismo abstrato. Logo após, tomou a decisão de retomar a figura, de uma forma cômica e engraçada, tornando o humor um aspecto fundamental em seu trabalho. 

Apesar de ter passado por diversas fases, o artista se encontrou nesta última a partir do momento no qual as pessoas passaram a pedir retratos para Gustavo. Elas desejavam se enxergar sob a ótica do pintor: uma ótica mais alegre, mais descontraída, mais brincalhona. 

Sem título, da série Banhistas. Disponível na exposição online.

Trabalhar com formas sempre foi um traço marcante na obra de Gustavo e ele ressaltava sua aptidão para brincar com as formas femininas. As mulheres são muito presentes na obra do artista, sendo elas representadas por vários tipos e personalidades.

Sem título, da série Banhistas. Disponível na exposição da Blombô.

Falecido em 2013, Gustavo deixa não só um acervo excepcional, como também um dos estúdios mais belos da América Latina, hoje sede do Instituto Gustavo Rosa. O IGR, além de difundir as cores e alegria do artista, reverte as vendas das obras em projetos sociais que vão desde hospitais a escolas infantis. Preenchido por sua presença inesquecível e sempre divertida, o Instituto mantém o artista sempre vivo e presente.

Viva Gustavo Rosa!

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