Em qualquer país do mundo há menos escultores que pintores. Não é um problema de vocação ou talento e sim prático: a escultura dá muito mais trabalho, custa infinitamente mais cara, é operacionalmente supercomplicada. Já imaginaram o que foi realizar, por exemplo, o imenso Monumento às Bandeiras, que fica em frente ao Parque Ibirapuera, em São Paulo – e foi evidentemente executado em partes separadas, e desde a ideia até ficar ponto tomou mais de trinta anos ao autor?
Este foi Victor Brecheret (1894-1955), certamente o maior escultor brasileiro do modernismo, da década de 1920 até a de 1950. Permanece um dos maiores. Além dos monumentos públicos produziu dezenas (centenas?) de obras avulsas, todas de grande beleza. Viveu na Europa entre os anos 1920 e 35, quando lá se desenvolvia o estilo art deco. Já se pensou que ele fosse um epígono, um artista que aparece depois e sofre a influência de uma linguagem que ele – mais ou menos – copia. Está errado. Brecheret foi um dos próprios formatadores do art deco internacional, para o qual contribuiu com a infinita elegância de sua escultura.
A Dançarina, uma pequena escultura de Brecheret, que contribuiu na Europa para a formação do estilo art deco. Esta obra faz parte do catálogo de obras à venda da Blombô, o primeiro marketplace de arte online do Brasil.